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Estádios do FC Paços de Ferreira
Campo da Aldeia Nova (Meixomil)

Em Meixomil, a paixão pelo futebol foi subindo do coração dos jovens de origem humilde à cabeça dos adultos mais abastados e jogar à bola na rua não é a mesma coisa que praticar futebol em campo próprio. Assim, no início da década de trinta começaram a ser removidas terras na Aldeia Nova para a construção de um verdadeiro campo de futebol. A sua inauguração solene teve lugar a 30 de Junho de 1932, para servir de "casa" ao Sport Club Pacense. A colectividade manteria esta designação até 1935, altura em que os associados aprovaram a mudança para União Desportiva de Paços de Ferreira. A 15 de Março de 1940, «A Voz do Município» faz um curioso balanço da actividade desportiva do clube pacense. "Desde a inauguração do campo da Aldeia Nova, que se efectuou em 30 de Junho de 1932, o nosso clube, actualmente denominado "União Desportiva de Paços de Ferreira" realizou no seu campo e fora dele 102 jogos, obtendo 53 vitórias, 14 empates, e sofrendo 35 derrotas, achando-se assim com um saldo a seu favor de 15 vitórias. Como se vê não tem sido de todo desprotegido de sorte".
Um panorama revelador de que o bravo espírito pacense está desde o início patente nos resultados obtidos pelos "avós" da actual geração de futebolistas e dirigentes.


Campo da Cavada (Zé d'Anita)

Embora não existam registos escritos da actividade futebolística no campo onde actualmente está situado o «Café Zé d'Anita», o certo é que sensivelmente na mesma altura em que surgiu o campo da Aldeia Nova, também ali se começou a praticar futebol. Alguns jogos amigáveis do primitivo «Vasco da Gama» foram ali efectuados e o campo serviu de balão de ensaio para o futuro campo da Cavada, que surgiu duas décadas depois e algumas dezenas de metros mais à frente.


Campo da Cavada (D. José de Lencastre)

O Campo da Cavada serviu de berço oficial ao F. C. Vasco da Gama e durante 23 anos foi o santuário de muitas das glórias pacenses. Situado num terreno pertencente à Casa da Torre, origem do agrupamento de escuteiros «Vasco da Gama», foi através de dirigentes escutas apaixonados pelo futebol que se tornou palco da modalidade. Casimiro Martins foi o grande impulsionador do futebol entre os jovens pacenses e quem ajudou à escolha daquele espaço para campo de jogos. O terreno foi endireitado com a ajuda de carros de bois à luz de gambiarras e a vedação feita com tábuas de madeira. A sua inauguração ocorreu a 10 de Abril de 1950, segunda-feira de Páscoa, com a realização de um torneio quadrangular que teve os seguintes jogos: Freamunde, 1 - Boavista, 3 e F. C. Vasco da Gama, 2 - Paço de Sousa (Gaiatos do Pe. Américo), 2. Ao longo das duas décadas seguintes o campo da Cavada assistiu à mudança do F. C. Vasco da Gama para F. C. Paços de Ferreira e à sua ascensão da III até à I Divisão Regional. A última partida no velho campo da Cavada ocorreu a 16 de Setembro de 1973, despedindo-se os pacenses com uma vitória (2-1) sobre o Sp. Lamego.


Estádio da Mata Real (Ponte de Real)

A mudança de campo acabou por ser uma "obrigação" que em boa hora aconteceu. A 26 de Julho de 1969 realizou-se uma Assembleia Geral onde foi debatida uma questão importante para o F. C. Paços de Ferreira. O presidente da Assembleia Geral deu conhecimento aos associados de que os proprietários do terreno do campo da Cavada - Dom José de Lencastre e esposa - tinham movido uma acção judicial reivindicando a entrega do terreno onde se situava o parque desportivo. As duas partes acabaram por se entender sem a necessária intervenção do juiz, obrigando-se o Clube a entregar o campo da Cavada a D. José de Lencastre até 31 de Outubro de 1971. Curiosamente, o F. C. Paços de Ferreira ficou com o direito "a levantar as bilheteiras e os portões existentes no campo". 

A data acabou por não ser cumprida e apenas na Assembleia Geral de 29 de Fevereiro de 1972 se anunciou que as futuras obras do campo da Ponte de Real se iniciariam em breve. Ficou assente que o estádio seria propriedade da Câmara Municipal, que através de um arrendamento módico o poria à disposição do clube.

Em 22 de Novembro de 1973 foi aprovado com a Câmara Municipal o contrato de arrendamento do Estádio. O contrato era anualmente renovável e os 2.400$ de renda acordados seriam liquidados no 1º dia útil do ano.

A inauguração oficial do Parque de Real teve lugar a 7 de Outubro de 1973. Cerca de seis mil pessoas rumaram ao campo para assistirem à estreia do novo espaço desportivo, numa cerimónia que antecedeu a partida entre o F. C. Paços de Ferreira e o S. C. Vianense, a contar para a 3ª jornada do campeonato nacional da II divisão / zona norte. A presidir ao acto esteve o governador civil do Porto, major Paulo Durão, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal e por outras individualidades. Houve palmas, foguetes e a actuação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Paços de Ferreira. No seu discurso, Pinto de Almeida [Presidente da Câmara] referiu-se ao novo Estádio como estando situado na «Mata de Real», em vez do que seria correcto - Ponte de Real. E o certo é que a denominação pegou e é por «Mata Real» que actualmente todo o país conhece o santuário dos pacenses...

A partida de estreia é que não correu de melhor forma para o Paços de Ferreira, que empatou 0-0 com a equipa de Viana do Castelo. Os pacenses alinharam nesse encontro com: Filipe I; Chaves, Filipe II, Rómulo e Freitas; Dias e Pimenta; Canavarro, Mascarenhas, Jaime e Lima.

A receita do encontro foi recorde e rondou os noventa contos, incluindo o «Dia do Clube»
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Estádio da Capital do Móvel

Por deliberação da direção do Futebol Clube de Paços de Ferreira e no âmbito do protocolo assinado com a Associação Empresarial do concelho, esta infraestrutura desportiva passou a designar-se Estádio da Capital do Móvel, desde 9 de Março de 2013.
 
 
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