Mata Real volta a receber a Liga NOS

Encontro com o CD Santa Clara é amanhã

Regressado à Liga NOS, o FC Paços de Ferreira faz, nesta segunda jornada, o seu primeiro jogo do campeonato em casa. Depois de uma estreia longe da desejada, mas que permitiu tirar bons apontamentos, frente ao SL Benfica, segue-se agora o CD Santa Clara. A partida tem início marcado para as 16h de domingo.

O clube de Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel, vai para a sua segunda temporada consecutiva no principal escalão do futebol nacional. Em 2017/2018, os açorianos garantiram a subida de divisão, 15 anos depois, e o regresso ficou marcado pela conquista do 10º lugar da Primeira Liga, com 42 pontos. Para a época que agora se inicia, a manutenção é o principal objetivo, e o CD Santa Clara conta com uma motivação extra: fazer história, uma vez que nunca conseguiu garantir a permanência por duas temporadas seguidas, como afirmou à comunicação social o técnico João Henriques (que já esteve ao leme dos Castores em 2017/2018).

O arranque oficial do novo ano de trabalhos do CD Santa Clara começou com uma deslocação ao terreno do Belenenses SAD para disputar a segunda eliminatória da Allianz CUP. A formação orientada por João Henriques venceu por 0-1, com um golo de Rashid, e carimbou a passagem à fase de grupos. Já na Liga NOS, os açorianos, tal como os pacenses, procuram a primeira vitória, após terem sido derrotados pelo FC Famalicão por 2-0, na jornada inaugural.

Não há grandes diferenças a apontar entre o onze que tem sido apresentado pelo CD Santa Clara nesta temporada e aquele que encerrou 2018/2019, destacando-se a entrada de João Afonso, ex-Vitória SC, na defesa. Nos dois primeiros encontros oficiais da temporada, João Henriques fez alinhar Marco Pereira, Patrick Vieira, Fábio Cardoso (que representou o FC Paços de Ferreira de 2015 a 2016), João Afonso, João Lucas, Francisco Ramos, Osama Rashid, Bruno Lamas e Guilherme Schettine, optando ainda por Dennis Pineda, frente ao Belenenses SAD, e Carlos Júnior, contra o FC Famalicão.

No último encontro entre o CD Santa Clara e o FC Paços de Ferreira para a Primeira Liga (2003), Filipe Rocha representou os Castores enquanto jogador. Em antevisão à partida, o agora técnico pacense abordou a estreia na Liga NOS, realçando que não houve nada a apontar à entrega dos seus atletas, que viram a tarefa tornar-se mais complicada após a expulsão, e deixou o mote para a segunda jornada: “Cada jogo tem uma história, cada adversário apresenta uma estratégia e um plano de jogo diferente, e este jogo é um jogo diferente do anterior e estivemos a prepará-lo bem. É mais um jogo duro, difícil, como são todos os da Primeira Liga, e nós temos de estar no nosso melhor nível para conseguirmos um bom resultado”.

“Vamos tentar anular e limitar ao máximo o jogo ofensivo do adversário, e vamos tentar criar, com o nosso jogo ofensivo, dificuldades ao adversário e marcar golos. É sempre nesse prisma que nós encaramos os jogos”, acrescentou Filipe Rocha.
Na conferência de imprensa de hoje, o técnico do FC Paços de Ferreira deixou ainda uma mensagem para todos os pacenses. Paciência e apoio são os pedidos de Filipe Rocha para este início de temporada: “Queremos pedir aos pacenses muita paciência e ajuda. Esta é uma época dura e é preciso o trabalho e o apoio de todos. Não pode ser só a equipa, a equipa técnica e a administração a alcançar o objetivo. Os pacenses também têm um papel muito importante e começa já neste jogo. Os verdadeiros amantes do Paços de Ferreira têm de pôr os interesses do clube à frente de tudo e ajudar ao máximo, criando um bom ambiente de apoio à equipa, independentemente do que possa acontecer durante o jogo. Em todos jogos, vamos passar momentos melhores e momentos piores, e é nos piores que se veem os verdadeiros apoiantes e quem verdadeiramente ama o seu clube”.

Este é apenas o nono encontro oficial entre o FC Paços de Ferreira e o CD Santa Clara, e é dos Castores a vantagem no confronto direto: cinco vitórias e três empates; 14 golos marcados e sete sofridos.

Para assistirem a este jogo, os sócios devem apresentar a quota 7. O preço dos bilhetes para o Público Geral é de 7,5€ para o Topo e de 15€ para a Bancada Central.

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