Aos 39 anos, Nuno André Silva chega à Mata Real para assumir o cargo de treinador da equipa de futebol profissional do FC Paços de Ferreira na Liga 3. Assim que se apresentou – e foi apresentado – no Estádio Capital do Móvel, deu início ao plano para a pré-temporada, que arrancou esta segunda-feira. “Relativamente a primeiras impressões, o certo é que chegamos aqui e percebemos que o Paços é um clube grande. Sabemos que a realidade neste momento é esta, mas está claramente apetrechado para muito mais”, começou por dizer.
Quanto ao plantel, o técnico português afirmou desde logo que se encontra “em mutação, a preparar-se para um contexto diferente”. Independentemente das mudanças em curso, os sinais dos primeiros treinos são bastante positivos: “A dedicação que têm tido em treino tem sido a melhor. Apanhei um grupo de profissionais bastante bom, e já deu para perceber que a comunicação vai ser muito fácil. Desde o primeiro dia que lhes propus o desafio de fazermos um grupo muito forte – seja nas relações entre eles próprios, como com a estrutura. Esse é o nosso objetivo agora. Depois, em campo, com a chegada de mais jogadores e com a equipa a equilibrar-se por si só, as coisas vão tornar-se cada vez melhores”.

Um projeto desejado, sob o lema “Por Paços, Esforço e Vitória”
Este é o segundo projeto do mister Nuno André Silva enquanto treinador principal, mas é já vasta a sua experiência no futebol português. Em 2025/2026, representou FC Vizela, na Liga Portugal Meu Super. Antes, então como treinador-adjunto, esteve ao serviço do Rio Ave FC desde 2021 – ano em que os vilacondenses conseguiram o regresso à Primeira Liga. Uma outra subida ao principal escalão de futebol português aconteceu em 2019/2020, pelo CD Nacional da Madeira. CD Mafra e GD Estoril Praia foram outros clubes por onde passou.
“Eu procurava um projeto que fosse benéfico tanto para o clube como para mim; um projeto em que ambos pudéssemos sair a ganhar. E graças a Deus apareceu o Paços no meu caminho”, explicou Nuno André Silva. Apesar de já ter defrontado o FC Paços de Ferreira várias vezes noutros contextos, é agora que vai tendo noção da sua “dimensão, do nível em termos estruturais e das pessoas que fazem parte” do emblema pacense. “Estou muito surpreendido e, para mim, parece-me o cenário ideal para conseguirmos os objetivos de ambas as partes”.
Para a temporada que se avizinha, Nuno André Silva quer “construir uma equipa que se identifique com o Paços”: “O símbolo do clube tem uma frase que me ficou logo na memória – «Por Paços, Esforço e Vitória». Queremos ter uma equipa que reflita esses valores; uma equipa que mostre em campo que está toda a gente a lutar pelo mesmo, e que queremos chegar à vitória e honrar o símbolo que todos temos ao peito. Isso será inegociável”.
“Como é lógico, o nosso objetivo passa por conseguir acabar o mais acima possível e almejar a subida de divisão. Por isso, primeiro temos de chegar a esta mentalidade, honrar a cultura do Paços”, concluiu.

Equipa técnica composta por mais cinco elementos
Além de Nuno André Silva, a nova equipa técnica do FC Paços de Ferreira é composta por Pedro Silva e Ivo Café (treinadores-adjuntos), João Fins (treinador de guarda-redes), Ali Mansouri (analista) e Diogo Mota (preparador físico que transita das épocas anteriores).
Os trabalhos da equipa sénior prosseguem a todo o gás com Rafa Oliveira, Zé Pedro, Diegão, Leandro Dias, Nito, Lumungo, Anilson, Nuno Cunha, Rafael Vieira, Falé, Vlad, Tiago Cerveira, Diogo Castro, Sacra, aos quais se juntam os atletas da formação Martim Coelho, Zé Anunciação, Gabi Coelho, Gabriel Alves, Ianis Vulpe, Bessa e Rui Salvador.
