
Na época do seu 50.º aniversário, o FC Paços de Ferreira protagonizou uma das recuperações mais marcantes da história, carimbando o regresso à Primeira Liga com contornos verdadeiramente cinematográficos.
A meta foi, desde o primeiro momento, alcançar os primeiros lugares da tabela, mas a entrada em falso no campeonato e os sucessivos desaires na Mata Real desvaneceram a euforia inicial de toda a família pacense.
A 14 jornadas do final do campeonato, o FC Paços de Ferreira era o 11.º classificado, a 11 pontos da promoção e a 14 do líder. Foi então que o adjunto José Mota assumiu o lugar de treinador principal deixado por Henrique Calisto, dando início a uma recuperação impressionante: 38 pontos conquistados em 42 possíveis.

A uma jornada do fim, o FC Paços de Ferreira tanto poderia alcançar o título como ficar pelo quarto lugar da tabela. Tudo se decidiu, então, a 14 de maio de 2000, em Chaves, quando, perante cerca de 5.000 adeptos vindos de Paços de Ferreira, um golo de Rui Miguel garantiu a vitória. No final, confirmou-se não só a subida, mas também o título de campeão, após o empate do SC Beira-Mar em Felgueiras.
A festa teve continuidade em Paços de Ferreira, onde os atletas foram recebidos por milhares de Pacenses em apoteose, na Rotunda.
De um cenário improvável a uma conquista histórica, esta foi uma época vivida com intensidade dentro e fora de campo. Uma prenda inesquecível para celebrar meio século de história.

